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domingo, 1 de agosto de 2010

planeamento estratégico


Hoje é quase certo que sem um planeamento estratégico...dificilmente uma empresa poderá vencer num mercado exigente e concorrencial e/ou um trabalhador poderá ambicionar ter uma carreira ou melhorar a sua condição de emprego.

No entanto, por muito ouvirmos falar em projectos e em estratégias, por tanto nos incutirem a necessidade de ter um plano para avançar com firmeza podemos esquecer o essencial: o trabalho.



“O planeamento não é uma tentativa de predizer o que vai
acontecer. O planeamento é um instrumento para raciocinar
agora, sobre que trabalhos e acções serão necessários hoje,
para merecermos um futuro. O produto final do planeamento
não é a informação: é sempre o trabalho.” Peter Drucker.



“As ideias e estratégias são importantes, mas o verdadeiro
desafio é a sua execução.” Percy Barnevick“.

domingo, 30 de maio de 2010

será um editor de notícias também um gestor ?



Alfredo tinha quarenta anos feitos e estava no auge da sua carreira jornalística.


As reportagens na Bósnia e no Iraque e a descoberta do caso das facturas falsas tinham merecido vários prémios de jornalismo e a Direcção da empresa de comunicação social em que trabalhava estava satisfeita. A tal ponto que na primeira oportunidade o promoveu a Editor-chefe.


Alfredo tinha agora a chefia da redacção onde trabalhavam trinta jornalistas, assumia o lugar sabendo que não teria grandes preocupações, conhecia todos os colegas e a redacção já havia dado provas de que trabalhava com qualidade. Os resultados do produto jornalístico eram fantásticos e com a sua capacidade e empenho, as coisas só podiam melhorar.


A Alfredo competia agora redigir um editorial diário, ter boas ideias para grandes reportagens de interesse do público, distribuir tarefas pelos jornalistas da redacção e exigir resultados. Quanto mais depressa as reportagens estivessem prontas, melhor, por isso achou que deveria apostar nos jornalistas mais jovens e via em cada um deles reflectida a sua própria imagem. Quanto mais importante era o trabalho mais depressa Alfredo o entregava àquele pequeno grupo que “esvoaçava” em seu redor sempre disponível, sempre aparentemente solícito.


Nas reuniões de redacção, Alfredo lembrava o seu velho mestre e dizia: “ jornalista é aquele que entra na redacção todos os dias com uma notícia nova debaixo do braço”. Esperava assim estimular a redacção e dizer que estava disponível para novas ideias sobre reportagens, mas na verdade quando um jornalista o abordava com um proposta para um história, dizia imediatamente, quase sem o ouvir: “Esse assunto já foi tratado, não tem interesse”.


A pouco e pouco, as reuniões de redacção começaram a ser menos participativas, as pessoas estavam presentes mas não falavam, as reportagens por ele marcadas e que julgava poderem dar boas histórias, chegavam as suas mãos redigidas de forma correcta, mas sem “chama”, sem imaginação, sem profundidade.


Alfredo começou a ficar preocupado. O que teria acontecido para tamanha desmotivação? A culpa não era sua, por certo, tinha até apostado naqueles jornalistas que ele considerava terem uma maior margem de progressão na carreira. Seria uma acção concertada dos seus subordinados para o tirarem do lugar? Sobretudo daqueles que tendo mais ou menos a sua idade e tempo de serviço, não tinham conseguido tanto êxito na carreira?


Os sinais de alerta que chegavam da Direcção de Informação com os números das audiências a baixarem, obrigaram Alfredo a parar para reflectir. Como era possível que uma redacção de grande qualidade jornalística estivesse agora a passar por uma crise?


Alfredo encheu-se de coragem e resolveu falar individualmente com os jornalistas da sua redacção, a começar por aqueles que como ele, já tinham passado por diversas redacções e chefias. Quanto mais os ouvia, mais percebia que tinha errado, desde logo quando pensou que os conhecia a todos e na verdade não sabia das capacidades de cada um.

Agiu mal na divisão de tarefas ao preferir uns em detrimento de outros, ao não perceber que quem recebe as tarefas menos importantes é quem mais precisa de motivação, ao não ouvir as sugestões que lhe eram apresentadas que mesmo não tendo aparentemente grande importância, representavam um sinal de empenhamento da sua equipa.Melhor teria sido se tivesse distribuído os trabalhos mais importantes por todos, mostrando que acreditava de igual modo na capacidade de toda a redacção.

Alfredo era inegavelmente um bom jornalista, mas não era um gestor e estava claro que isso prejudicava o sucesso da equipa.

(texto de ficção 2004)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

planeamento e estratégia

Já aqui disse, por outros motivos que aprendemos uns com os outros e neste contexto
também a gestão de empresas e a gestão de carreiras vai buscar muito da aprendizagem
com com instituições seculares como a Igreja e as organizações militares.
Para quem não conhece aqui fica a sugestão para lerem a "A Arte da Guerra" de Sun Tzu que mais do que um compêndio de guerras e batalhas é um tratado de estratégia, organização, planeamento, formação e tomada de decisões.



“Conhecer o outro e conhecer a si mesmo; em cem batalhas
nenhum perigo.
Não conhecer o outro e conhecer a si mesmo;
uma vitória para uma perda.
Não conhecer o outro e não conhecer a si mesmo,
em cada batalha, derrota certa.”
Sun Tzu (A arte da guerra)



“Os guerreiros vitoriosos vencem antes de ir à guerra, ao
passo que os derrotados vão à guerra e só então procuram a
vitória. ” Sun Tzu ( A arte da guerra)



Termino esta indicação literária com mais um pensamento de Sun Tzu

“O verdadeiro objectivo da guerra é a paz”.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

o contra ataque

Cada vez gosto mais de futebol. É um jogo fantástico onde predomina a estratégia, o envolvimento, o treino, o trabalho de equipa...e depois, claro...o objectivo...o golo.
Até se diz em "futebolês" que a melhor defesa é o ataque...e estas características podem encaixar como uma luva, nas empresas, nas organizações e também não diferem muito da estratégia politica...
Se reparem...a oposição acusava o governo maioritário de falta de dialogo...e agora que não há maioria absoluta...as conversas dão em muito pouco...e perde-se a oportunidade de se conseguirem grandes consensos políticos que trariam confiança às empresas e aos investidores...
Mais do que uma acção de defesa...seria um verdadeiro contra-ataque fulminante.





“A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruido antes da derrota.” Sun Tzu

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

pós-estratégia de lisboa



A Estratégia de Lisboa foi adoptada pelo Conselho Europeu de Primavera de 2000 visando transformar a Europa “na economia do conhecimento mais competitiva e dinâmica do mundo, capaz de um crescimento económico sustentável, acompanhado da melhoria quantitativa e qualitativa do emprego e de maior coesão social”.


A meta era o ano de 2010...nessa altura, como é lógico, ninguém poderia adivinhar a dimensão da crise financeira de 2007. Nem tudo se perdeu, mas foi impossível obter resultados na estratégia do crescimento económico e do emprego.


Passada a Estratégia de Lisboa, a União Europeia está já a trabalhar num plano de inovação para 2020.

Eurico Neves, Administrador do Inova, escreve num artigo de opinião, no Jornal de Negócios de 5 de Janeiro que o novo plano "deverá endereçar os desafios sociais e económicos mais prementes, tais como as alterações climáticas, a sustentabilidade energética e as necessidades decorrentes de uma população mais envelhecida, ao mesmo tempo que deverá continuar a estimular o crescimento do investimento, público e privado, em I&D".

Mais ainda, Eurico Neves que participou numa reunião do Grupo de Politica Empresarial da UE, refere que "sem questionar a pertinência destes desafios, é contudo fundamental assegurar um maior envolvimento das PME nas actividades de inovação, sendo necessária uma pressão dos Estados-membros para assegurar que estas empresas continuam na primeira linha da agenda, mesmo após a retoma da crise económica".


Mais uma vez parece que se está a avançar com um plano ambicioso...que esquece, ou pelo não coloca o enfoque, nas PME's as pequenas e médias empregadoras as pequenas e média empreendedora que representam um fatia muito elevada da economia dos Países da União.


“O futuro das organizações – e nações – dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender colectivamente.” Peter Senge